Há uns anos atrás conheci um vizinho cujo filho parecia andar completamente embrenhado no hóquei no gelo. Apesar do miudo ter apenas 13 anos, o orgulhoso pai tinha-o levado para um clube que disputava as provas nacionais durante todo o ano, além de o levar aos campos de treino especializado realizados durante o verão. Este pai não podia caber em si de contente ao ver os progressos que o filho estava a conseguir.
Voltei a encontrar o mesmo pai há uns meses atrás. Perguntei-lhe pelo filho, que agora tinha 16 anos, e quis saber como estava a decorrer a sua carreira de jogador de Hoquei.
A resposta dele foi imediata "sabe como são os jovens!..." afirmou, revelando alguma melancolia. "Começou a descobrir as raparigas a musica..."
Como já entenderam, o rapaz já não pratica a modalidade, tendo esgotado a sua paixão pelo desporto. E a triste ironia da história está em saber se, por acaso, não teria sido ele (pai), sem intenção, a empurrá-lo nessa direcção, pressionando-o demasiado e muito cedo.
O abandono da prática é algo sempre preocupante, mas é mais negativo no caso do desporto juvenil.
A moral da história está na necessidade de se ter de conseguir o chamado equilibrio paternal. É natural que um pai deseje ver o seu filho ter sucesso na modalidade, mas é bom que tenha cuidado para não o forçar demasiado. E, pior que isso, para não o forçar demasiado cedo.
in Coaching Kids for Dummies
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